início.
A ideia não nasceu no dia. Começou antes. Mesmo sem saber que começava. Foi quando li no encarte do CD da Fernanda Takai. Ela contava como começou a gravar a Nara Leão, que foi uma dica do Nelson Mota . Ela gravava em casa e passava as músicas pra ele por e-mail. Sem grandes produções, sem reuniões extenuantes, sem projetos enormes. Simples. Por que a produção de cinema e vídeo também não pode ser assim? - me perguntei diversas vezes.
Resolvi que queria criar um Podcast. Um que fosse meu e de mais quem quisesse participar. Sem patrão chato, sem horários fixos, sem pressão de audiência. E o melhor de tudo: podia usar meus conhecimentos para eu mesmo.
Fui procurar o André. Grande amigo e fotógrafo. Conversamos algumas tardes até chegar ao formato que queríamos. Entrevistas, com duas câmeras, usaríamos tela dividida. O entrevistado poderia ser qualquer um e, ao mesmo tempo, alguém específico. Uma profissão incomum. Um hábito desconhecido. Uma descoberta. Uma personalidade. De perto ninguém é normal. Todos tem ou fazem algo que pode espantar o vizinho - ou aproximar.
Criamos o nome, O bigode do gato, com isso na cabeça. É um órgão sensorial dos felinos. Bem específico e pouco conhecido do público. Um gato não morre se cortarem, mas perderá um pouco da noção de espaço. Com o nome acertado, fui atrás de outro grande amigo, Flávio - um designer de mão cheia e sempre disposto à entrar em novas aventuras. Ele criou o logotipo, fez o projeto gráfico e inventou a abertura.
Não sei quanto tempo essa ideia irá durar. Nem com quantas pessoas irei contar. Ou se vai se tornar algo maior. Só sei que começou.